Viajar para a Coreia do Sul é uma experiência cheia de contrastes: tradição, modernidade, cultura pop e, ao mesmo tempo, um dos locais mais tensos do planeta – a DMZ (Zona Desmilitarizada entre as Coreias). No nosso sexto dia em Seul, fizemos dois passeios que dificilmente vamos esquecer: um mergulho na história recente da península coreana e, depois, uma aventura radical a 541 metros de altura no topo do prédio mais alto do país.


O que é a DMZ na Coreia do Sul?

A DMZ (Demilitarized Zone) é a zona desmilitarizada que separa a Coreia do Norte da Coreia do Sul. Criada em 1953, após o armistício da Guerra da Coreia, essa faixa de terra de 250 km de comprimento e 4 km de largura é considerada a fronteira mais perigosa do mundo.

Apesar do nome “desmilitarizada”, a região é altamente vigiada por ambos os lados e carrega uma atmosfera de tensão que só pode ser entendida pessoalmente.


Como é o tour pela DMZ?

Existem diferentes tipos de tours, mas quase todos incluem paradas em pontos marcantes da fronteira. No nosso passeio, visitamos:

  • Ponte Suspensa da DMZ: uma das paradas mais divertidas do tour. A ponte balança bastante, mas é segura e tranquila de atravessar. Para chegar até ela é preciso fazer uma trilha curta, porém em subida — então vá preparado para um pequeno esforço.
  • Parque da DMZ: área com memoriais e explicações sobre a guerra.
  • Fronteira com a Coreia do Norte: o momento mais tenso, quando você literalmente enxerga o país vizinho do outro lado.
  • Observatório Dora: com telescópios apontados para cidades norte-coreanas, é possível ver de perto a vida “do outro lado”, mas no dia que fomos estava fechada a parte da telescópio.
  • Terceiro Túnel de Infiltração: escavado secretamente pela Coreia do Norte, foi descoberto pelos sul-coreanos e hoje pode ser visitado, não pode levar celular nessa parte.

👉 Para quem quiser fazer o mesmo tour, é preciso reservar com antecedência


Vale a pena visitar a DMZ?

Sim! A visita é emocionante e educativa. Estar ali é sentir a história viva, perceber a divisão de um povo e entender como essa tensão ainda faz parte do dia a dia das Coreias. Não é apenas turismo: é uma aula de geopolítica em campo aberto.


Do tenso ao radical: Lotte World Tower e a Sky Bridge

À tarde, fomos do clima histórico para um dos passeios mais modernos e radicais de Seul: a Sky Bridge Tour, no topo do Lotte World Tower.

A torre tem 555 metros de altura, é o prédio mais alto da Coreia do Sul e o sexto maior do mundo. No seu interior ficam lojas, restaurantes, escritórios e até um hotel 6 estrelas. Mas a cereja do bolo está no topo: o Seoul Sky e, acima dele, a Sky Bridge.

Sky Bridge Tour: andando a 541 metros de altura

O Sky Bridge Tour é uma experiência para os corajosos. Equipados com roupas de segurança, subimos ao ponto mais alto do arranha-céu e atravessamos uma ponte que liga as duas torres superiores.

  • Altura: 541 metros acima do solo.
  • Preço (2025): 130 mil won (cerca de €80 por pessoa).
  • Ingresso: oficialmente é vendido online, mas só com número de telefone coreano. Tentamos de várias formas e não conseguimos concluir a compra como estrangeiros. Na prática, só foi possível comprar no dia da visita, diretamente no local, e apenas para aquele mesmo dia (não dá para reservar para outra data).
  • Subida: depois do elevador até o topo, ainda é preciso encarar uma escadaria equivalente a cerca de 11 andares para chegar à ponte.
  • Equipamentos: é permitido levar apenas o celular, que eles colocam em uma capa protetora fornecida na hora. Outras câmeras não são permitidas.
  • Duração: cerca de 1 hora total.
  • Sensação: adrenalina pura, com vento forte, chão metálico e a cidade de Seul se estendendo até onde a vista alcança.

Dicas práticas

  • DMZ Tour: reserve com pelo menos alguns dias de antecedência. Leve passaporte, é obrigatório para entrar na zona.
  • Sky Bridge Tour: oficialmente os ingressos são vendidos online, mas só com número de telefone coreano (estrangeiros não conseguem comprar). Na prática, é preciso adquirir o ingresso diretamente no Lotte World Tower, no mesmo dia da visita, e as vagas costumam esgotar rápido.
  • Melhor horário: para a DMZ, vá cedo. Para a Sky Bridge, prefira o pôr do sol, quando a cidade fica ainda mais bonita.
  • Roupas e calçados: vá confortável, especialmente para o túnel da DMZ e a caminhada na ponte.

Conclusão

Esse foi sem dúvida um dos dias mais intensos da nossa viagem pela Coreia do Sul. De manhã, vivemos a tensão de estar na fronteira mais perigosa do mundo. À tarde, encaramos a vertigem de andar sobre a ponte mais alta da Coreia.

Dois passeios completamente diferentes, mas que mostram bem a diversidade da Coreia do Sul: história, emoção, modernidade e aventura.

👉 E você, teria coragem de andar a 541 metros de altura na Sky Bridge depois de visitar a fronteira com a Coreia do Norte?

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